A revolução não será televisionada

Categories: História da Cerveja

Existe uma revolução em curso. Existe uma revolução em curso no nosso país e em muitos outros, a cada dia novas pessoas se descobrem apaixonadas por uma nova cerveja, algo que elas nunca provaram antes. Trata-se de uma revolução invisível, onde cada um de nós tem um papel fundamental. Cada nova opção, cada nova escolha, cada foto, cada postagem no Facebook, Twitter, Instagram (e alguns dizem que até no Google+), tudo está conectado, tudo ajuda o movimento a seguir seu fluxo.

Por incontáveis décadas, nós fomos reféns das poucas opções disponíveis em nosso mercado. Ao sentar em um bar, o pedido de costume era “Garçom, me vê uma cerveja!“, afinal os bares dificilmente ofereciam mais de um tipo de cerveja, mas o tempo passou, a economia brasileira se fortaleceu um pouco e alguns bravos guerreiros resolveram trazer outras cervejas para o Brasil, junto com essas importações, vieram as idéias de se produzir algo diferente em solo nacional. Pouco volume, produção local, chegando aos poucos nos bares mais próximos da fábrica, traziam novos sabores que eles próprios haviam experimentado em outros países, estavam tentando quebrar paradigmas ao custo de muito dinheiro e suor. Os garçons estranharam, passaram a ter que explicar para os clientes que uma nova marca de cerveja estava surgindo, e que era diferente de tudo que já haviam provado.

Alexandre Bazzo Marcelo Carneiro Marco Falcone

 

 

 

 

 

Mas nós brasileiros temos a síndrome do vira-lata. Nada feito aqui presta, a não ser o futebol (que mesmo sendo ruim, batemos no peito e não deixamos que ninguém fale mal), principalmente quando se fala de uma escala menor de produção. “Ora, então quer dizer que uma fábrica de fundo de quintal acha que pode produzir uma cerveja melhor que a de uma indústria?“, e não é que podia? Aos poucos elas foram chegando, novas fábricas foram surgindo e hoje algumas já conseguiram se estabilizar. Produção constante, atendendo os estados adjacentes, e algumas até conseguindo exportar seus rótulos para países que antes, só nos mandavam cervejas feitas por lá.

O crescimento é lento mas junto com essas fábricas, os cervejeiros caseiros se multiplicam cada vez mais, realizando encontros para trocar conhecimento, e em muitos desses encontros novas receitas surgem, novas idéias e a revolução vai ganhando mais força. Uma revolução não pode ser definida por um único dia, por uma única ação, a revolução vem com a construção de pensamentos, de ideais, e os novos cervejeiros tem um ideal, que é mostrar para o mundo que a cerveja não precisa ser sempre a mesma. Encher os copos com novas receitas, novos sabores!

Cervejeiros da DUM

 

E agora, alguns guerreiros querem contar sua história. O pessoal da DUM (responsável pelas receitas da Jan Kubis, Dum Petroleum e mais recentemente a Grand Cru) precisa da sua ajuda para difundir sua história, eles querem falar sobre o surgimento de um movimento, sobre suas cervejas e o mundo que as cerca, e o melhor? Você ainda poderá brindar junto deles quando a idéia for executada!

 

 

Para saber mais sobre o projeto: O Petroleum é nosso!

A revolução amigos, não será televisionada. A revolução será engarrafada!

Vinicius Costa
Author: Vinicius Costa

Carioca, já foi desenvolvedor de sistemas, fotógrafo e bonsaísta. Resolveu colocar sua paixão por cervejas à prova. De Pilsner à Russian Imperial Stout, passando por Barley Wines, Sours e Rauchbiers, sendo cerveja, tá valendo. Continua regando seus bonsai, mas hoje cuida mais do Cerveja Social Clube. Cerveja preferida? A próxima!

2 Responses to "A revolução não será televisionada"

  1. Cristiano Barbosa Lima da Silva Posted on 18 de abril de 2014 at 12:14

    Novas mídias, velocidade de informações. Grandes veículos de imprensa ainda sem saber o rumo a ser seguido. Tudo a partir da chegada da internet. O jornal impresso, revista e a própria televisão, começam a perder sentido, já que no celular você pode ter tudo isso. Vinícius pescou bem esse link e percebeu que a revolução não é só no futuro da imprensa mundial, mas num dos maiores prazeres do ser humano: a cerveja. E a revolução “engarrafada”, como disse o amigo, só tem um favorecido, o verdadeiro apaixonado pela cerveja. Cabe, já que estamos em ano eleitoral, o governo rever impostos. Pelo menos para as cervejas artesanais que ainda não estão devidamente apreciada aqui, por conta ainda dos alto valores! Essa é a outra parte da revolução que também deverá ser feita por nós, amantes das lupuladas, maltadas, torradas,… Tin-tin!!

  2. Leonardo Nonohay Posted on 1 de maio de 2014 at 15:29

    Ótimo texto Vinicius. Sou um simples cervejeiro artesanal que pelos caprichos do destino está lançando sua receita comercialmente. Trata-se da Lay Back Beer, uma lagger com bom corpo e malte, e triplamente lupulada, inspirada nas cervejas americanas antigas.

    Gostaria de encaminhar alguns exemplares para o amigo, se possível passar o endereço de entrega por e-mail.

    Obrigado, Leonardo.

Deixe uma resposta